Gêmeos em Vênus
Seu sorriso fácil,
Seu olhar solto no espaço,
Seu ouvido capitando a boa conversa,
Seus gestos contidos e elegantes,
Sua voz colocando cada palavra,
Os amigos rindo de suas histórias...
Todos apreciavam sua presença
O seu humor, a sua alegria de viver....
E o seu cuidado com todos.
Foi isso que me matou...
Foi isso que me matou...
Dentro de mim o ciúme,
Feito um cão faminto,
Mastigava meu coração...
Mastigava meu coração...
Demorei muito para compreender
Que seu amor é qualquer coisa delicada e bela,
Que seu amor é um passarinho
Que não sabe viver e cantar dentro de gaiola.
Eu quis te prender...
Dizer que é do meu jeito...
Coisa que você jamais diria.
Eu quis te torturar até que dissesse que me ama,
Eu quis dizer para onde ir,
Escolher os seus amigos,
O que vestir e com quem falar;
Coisa que você jamais faria.
Precisei te ver em outros braços,
Precisei te perder
Para saber como te ganhar.
Ele fez tudo diferente do que eu fiz,
Parece que, sorrateiro, aprendeu com meus erros:
Te apreciou como uma obra dos deuses,
Te olhou com admiração,
Porém jamais te bajulou,
Foi franco e muito claro,
Sorriu com você,
Te saboreou feito vinho de safra rara,
E te apreciou com toda a delicadeza do momento,
Não te prendeu, gostava do seu papo cabeça,
Dos momentos sem grandes propósitos...
Dos seus amigos
E ainda admirava seu cuidado com todos.
Só posso admitir que sofro
Vendo os dois parecendo cisnes brancos
Exibindo o seu amor invejado por mim.
Só posso admitir a derrota,
Confessar que eu não soube apreciar
A sua leveza e a sua elegância
Mesmo quando me dizia:
_Você tem que mudar...
Eu ainda sou incapaz de te ver assim
Tão leve tão solta...
Com você é outro jogo...
Foi assim que ele te ganhou
Foi assim que te prendeu
Te deixando livre para ir embora.
Admitir que perdi,
Confessar que errei,
É ao menos uma saída nobre...
Mas não alivia o sentimento de fracasso.
José Nunes Pereira
Escolher os seus amigos,
O que vestir e com quem falar;
Coisa que você jamais faria.
Precisei te ver em outros braços,
Precisei te perder
Para saber como te ganhar.
Ele fez tudo diferente do que eu fiz,
Parece que, sorrateiro, aprendeu com meus erros:
Te apreciou como uma obra dos deuses,
Te olhou com admiração,
Porém jamais te bajulou,
Foi franco e muito claro,
Sorriu com você,
Te saboreou feito vinho de safra rara,
E te apreciou com toda a delicadeza do momento,
Não te prendeu, gostava do seu papo cabeça,
Dos momentos sem grandes propósitos...
Dos seus amigos
E ainda admirava seu cuidado com todos.
Só posso admitir que sofro
Vendo os dois parecendo cisnes brancos
Exibindo o seu amor invejado por mim.
Só posso admitir a derrota,
Confessar que eu não soube apreciar
A sua leveza e a sua elegância
Mesmo quando me dizia:
_Você tem que mudar...
Eu ainda sou incapaz de te ver assim
Tão leve tão solta...
Com você é outro jogo...
Foi assim que ele te ganhou
Foi assim que te prendeu
Te deixando livre para ir embora.
Admitir que perdi,
Confessar que errei,
É ao menos uma saída nobre...
Mas não alivia o sentimento de fracasso.
José Nunes Pereira